domingo, 17 de abril de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Um belo texto de Talita Alcalá Vinagre
Apresentação Seminário “Cinema e a experiência do Conhecimento” NEAMP/PUCSP realizado na APROPUC/PUCSP dias 30/nov, 1 e 2/dez de 2009.
A potência política da videoarte na “Poética de Um Andarilho”:
Talita Alcalá Vinagre*
A proposta da presente exposição surgiu no decorrer da minha pesquisa para o Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências Sociais, no qual propus percorrer a relação entre arte e política tomando como orientação teórica as ferramentas de filosofia nietzschiana e tendo como ressonância o experimento artístico a “Poética de Um Andarilho”.
Para acessar um pouco do que foi tal experimento de dança, realizado por Dudude Herrmann em duas praças da cidade de Belo Horizonte nos anos de 2002/2003, recorri à própria artista, que então me cedeu dois vídeos realizados que referenciam a sua dança.
Dentre os vídeos, um particularmente me instigou bastante por ser uma obra potente, pois supera uma intenção de registro da “Poética de Um Andarilho”. Constitui-se como outro acontecimento, com autonomia e uma força própria: o vídeo do artista plástico, poeta, ilustrador, videomaker, compositor de ruídos, aeromodelista e professor da Escola de Belas Artes da UFMG, Marcelo Kraiser.
Quais são os efeitos produzidos por uma obra de arte, o que ela estimula e o que enfraquece em relação aos valores. Éticaoptica. Não somente o vídeo de Kraiser, mas nenhuma obra de arte é desprovida de sentido. Kraiser evidencia em sua obra a invenção de valores próprios, que, tomados sob o perspectivismo nietzschiano, são valores que afirmam a vida no que esta tem de mais potente: a arte como estimulante.
Ao inserir textos, ruídos, música, filtros coloridos, o vídeo de Kraiser ganha o caráter de uma “escritura” e sobrepõe-se à sua função mais elementar de registro. Além disso, pode-se perceber que é um trabalho que não se pretende narrativo, pois não intenta amarrar uma história do que foi a “Poética de Um Andarilho”. Há ali uma desintegração de toda e qualquer unidade e homogeneidade discursiva. Uma técnica de escritura múltipla em texto, vozes, ruídos e imagens simultâneas que se combinam e se entrechocam.
O vídeo de Kraiser marca também sua diferença na relação com a temporalidade, pois se desprende de uma seqüência linear, presente, passado e futuro e mergulha na descontinuidade do tempo do acontecimento.
Imagens fluidas, ruidosas e marcadamente manipuladas, o vídeo de Kraiser já não autoriza um tratamento no plano da mera referencialidade, no plano do registro documental puro e simples. Manifesta-se como intervenção gráfica, o que pressupõe uma arte de relação, arte do sentido e não simplesmente do olhar.
Isso se relaciona com aquilo que Arlindo Machado aponta ao colocar que essa relação de sentido provocada pela vídeo-arte implica na possibilidade de uma leitura autônoma, criativa e não prevista do público. E, nesse sentido, os atos de leitura e recepção, pelo fato de pressuporem interpretações diferenciadas, sempre foram também atos de criação e expressões de liberdade. A partir dos anos 60, particularmente tais atos ganharam autonomia suficiente a ponto de transformarem, muitas vezes o receptor em co-criador da obra. Os móbiles de Calder, os happenings do grupo Fluxus, os bichos de Lígia Clark, os parangolés de Hélio Oiticica são apenas alguns exemplos, dentre milhares de outros, de obras que pressupõem a intervenção ativa do leitor/espectador, solicitando da audiência uma resposta autônoma e não prevista.
Assim, a disponibilidade instantânea de todas as possibilidades articulatórias da vídeoarte permite conceber obras não necessariamente “acabadas”, obras que existem em estado potencial. E, a vídeo-arte foi pioneira em denunciar e negar a tendência passiva do vídeo ao mesmo tempo que logrou definir para si estratégias e perspectivas próprias.
Nesse sentido de não ser uma obra “acabada” em si - e daí a sua potência - insere-se o vídeo de Kraiser. Seu vídeo é uma linguagem artística que age diretamente no corpo, produzindo uma excitação nervosa, que se distancia do plano da consciência, do inteligível.
Segundo Nietzsche, essa excitação nervosa provocada pelo estado estético implica num aumento de intensidade; um incremento de força. Assim, o vídeo de Kraiser age sobre o corpo e essa ação é acompanhada de um acréscimo de potência, o que se relaciona com aquilo que o artista plástico norte-americano Bill Viola aponta ao dizer que “O vídeo é uma experiência física, mais até do que o cinema. A experiência de assistir é uma experiência que tem um efeito direto nos corpos das pessoas. (...) O vídeo pode ser um instrumento poderoso para tocar as pessoas diretamente (...) Desde a Idade Média, esse caminho na cultura ocidental é feito através do intelecto e não do corpo. O corpo foi negligenciado” .
Outra questão que se colocou para evidenciar a potência política do vídeo de Kraiser diz respeito àquilo que o filósofo David Lapoujade , apontou como motivo pelo qual a arte é tão interessante à vida. Não é porque a arte está diretamente relacionada com as questões humanas, voltada para um aprimoramento do sujeito, ou do humano. Mas, porque a potência da arte está em sua capacidade de inventar o real, produzir realidade(s). Uma arte potente torna real algo que ainda não pode ser concebido como real. E nesse sentido, é uma arte que se diferencia dos outros tipos de arte, pelo fato de ser a arte do porvir.
E, por isso não é toda a arte que engendra uma relação de forças móveis. Pois, há muita arte que se encerra em si mesma que está pronta e que, embora nos reconheçamos nela: “Ah, isso eu sei o que é”; “É como eu, como a minha vida”; é um tipo de arte que não revela nada além do instituído; daquilo que já é conhecido; um tipo de arte que se prende na fixidez da relação sujeito – objeto, da representação do mundo em códigos fixos e facilmente comunicáveis, reconhecíveis. Que faz com que se permaneça prisioneiro do já dito, do já visto e sentido, aos caminhos já dados pelas leis que não cessam de serem criadas, pela razão necessária de se induzir e determinar pontos de chegada e de partida, por meio dos quais se impõe os guias impelindo a todos à retidão moral e a dos sentidos.
A potência da arte não se reduz à reprodução ou invenção de formas, mas, em sua capacidade de captar forças. Deleuze, atenta para essa potência quando traz à tona a complexa discussão acerca da tarefa da arte que engendra a frase do artista plástico suíço Paul Klee: “não apresentar o visível, mas tornar visível” . A potência da arte se define, portanto, pela ação do artista de tornar visíveis por meio de sua obra forças que não são visíveis.
E, para que a arte torne-se capaz de captar tais forças antes invisíveis é imprescindível que esta não se submeta à representação. Assim como a não submissão às codificações de corpo também se faz necessário, pois estas fixam o corpo ao sistema corpóreo, organizado, o que diminui a potência de vida; de trasbordamento do corpo; do corpo como superfície em expansão; que rompe com as fronteiras dos órgãos. O corpo que Deleuze aponta, quando cita Antonin Artaud: “O corpo é o corpo. Ele está sozinho. E não precisa de órgãos O corpo nunca é organismo. Os organismos são inimigos do corpo” . O corpo sem órgãos se opõe ao enquadramento do corpo a um sistema corpóreo, à organização dos órgãos que se chama organismo. Para então, irromper como corpo intenso, de intensidades. “Ele é percorrido por uma onda que traça no corpo níveis ou limiares segundo as variações de sua amplitude. O corpo, portanto, não tem órgãos, mas limiares ou níveis. De modo que a sensação não é qualitativa nem qualificada: ela possui apenas uma realidade intensiva que nela não determina mais dados representativos, mas variações alotrópicas. A sensação é vibração ”.
Assim, o vídeo de Kraiser retoma o sentido nietzschiano da arte como produção de uma excitação nervosa, que delineia ondas, percorrendo níveis, opera no mundo das sensações e não da representação. Pois a arte age, produzindo sensações “(...) que é o encontro da onda com Forças que agem sobre o corpo” .
É a vida que escapa a um sistema de codificações – que se impõe com a premissa de torná-la cognoscível e comunicável universalmente -. Assim, a potência do vídeo de Kraiser está em sua capacidade de escapar às idealizações da vida e de se ancorar nos limites fixados pelo conhecimento. Afirma com isso a potência de uma vida inventiva, tornando possível deslocar os limites sobre a vida e fazendo também do pensamento algo insubmisso.
*Graduada em Ciências Sociais pela PUC-SP e pesquisadora integrante do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (NEAMP-PUCSP).
A potência política da videoarte na “Poética de Um Andarilho”:
Talita Alcalá Vinagre*
A proposta da presente exposição surgiu no decorrer da minha pesquisa para o Trabalho de Conclusão de Curso em Ciências Sociais, no qual propus percorrer a relação entre arte e política tomando como orientação teórica as ferramentas de filosofia nietzschiana e tendo como ressonância o experimento artístico a “Poética de Um Andarilho”.
Para acessar um pouco do que foi tal experimento de dança, realizado por Dudude Herrmann em duas praças da cidade de Belo Horizonte nos anos de 2002/2003, recorri à própria artista, que então me cedeu dois vídeos realizados que referenciam a sua dança.
Dentre os vídeos, um particularmente me instigou bastante por ser uma obra potente, pois supera uma intenção de registro da “Poética de Um Andarilho”. Constitui-se como outro acontecimento, com autonomia e uma força própria: o vídeo do artista plástico, poeta, ilustrador, videomaker, compositor de ruídos, aeromodelista e professor da Escola de Belas Artes da UFMG, Marcelo Kraiser.
Quais são os efeitos produzidos por uma obra de arte, o que ela estimula e o que enfraquece em relação aos valores. Éticaoptica. Não somente o vídeo de Kraiser, mas nenhuma obra de arte é desprovida de sentido. Kraiser evidencia em sua obra a invenção de valores próprios, que, tomados sob o perspectivismo nietzschiano, são valores que afirmam a vida no que esta tem de mais potente: a arte como estimulante.
Ao inserir textos, ruídos, música, filtros coloridos, o vídeo de Kraiser ganha o caráter de uma “escritura” e sobrepõe-se à sua função mais elementar de registro. Além disso, pode-se perceber que é um trabalho que não se pretende narrativo, pois não intenta amarrar uma história do que foi a “Poética de Um Andarilho”. Há ali uma desintegração de toda e qualquer unidade e homogeneidade discursiva. Uma técnica de escritura múltipla em texto, vozes, ruídos e imagens simultâneas que se combinam e se entrechocam.
O vídeo de Kraiser marca também sua diferença na relação com a temporalidade, pois se desprende de uma seqüência linear, presente, passado e futuro e mergulha na descontinuidade do tempo do acontecimento.
Imagens fluidas, ruidosas e marcadamente manipuladas, o vídeo de Kraiser já não autoriza um tratamento no plano da mera referencialidade, no plano do registro documental puro e simples. Manifesta-se como intervenção gráfica, o que pressupõe uma arte de relação, arte do sentido e não simplesmente do olhar.
Isso se relaciona com aquilo que Arlindo Machado aponta ao colocar que essa relação de sentido provocada pela vídeo-arte implica na possibilidade de uma leitura autônoma, criativa e não prevista do público. E, nesse sentido, os atos de leitura e recepção, pelo fato de pressuporem interpretações diferenciadas, sempre foram também atos de criação e expressões de liberdade. A partir dos anos 60, particularmente tais atos ganharam autonomia suficiente a ponto de transformarem, muitas vezes o receptor em co-criador da obra. Os móbiles de Calder, os happenings do grupo Fluxus, os bichos de Lígia Clark, os parangolés de Hélio Oiticica são apenas alguns exemplos, dentre milhares de outros, de obras que pressupõem a intervenção ativa do leitor/espectador, solicitando da audiência uma resposta autônoma e não prevista.
Assim, a disponibilidade instantânea de todas as possibilidades articulatórias da vídeoarte permite conceber obras não necessariamente “acabadas”, obras que existem em estado potencial. E, a vídeo-arte foi pioneira em denunciar e negar a tendência passiva do vídeo ao mesmo tempo que logrou definir para si estratégias e perspectivas próprias.
Nesse sentido de não ser uma obra “acabada” em si - e daí a sua potência - insere-se o vídeo de Kraiser. Seu vídeo é uma linguagem artística que age diretamente no corpo, produzindo uma excitação nervosa, que se distancia do plano da consciência, do inteligível.
Segundo Nietzsche, essa excitação nervosa provocada pelo estado estético implica num aumento de intensidade; um incremento de força. Assim, o vídeo de Kraiser age sobre o corpo e essa ação é acompanhada de um acréscimo de potência, o que se relaciona com aquilo que o artista plástico norte-americano Bill Viola aponta ao dizer que “O vídeo é uma experiência física, mais até do que o cinema. A experiência de assistir é uma experiência que tem um efeito direto nos corpos das pessoas. (...) O vídeo pode ser um instrumento poderoso para tocar as pessoas diretamente (...) Desde a Idade Média, esse caminho na cultura ocidental é feito através do intelecto e não do corpo. O corpo foi negligenciado” .
Outra questão que se colocou para evidenciar a potência política do vídeo de Kraiser diz respeito àquilo que o filósofo David Lapoujade , apontou como motivo pelo qual a arte é tão interessante à vida. Não é porque a arte está diretamente relacionada com as questões humanas, voltada para um aprimoramento do sujeito, ou do humano. Mas, porque a potência da arte está em sua capacidade de inventar o real, produzir realidade(s). Uma arte potente torna real algo que ainda não pode ser concebido como real. E nesse sentido, é uma arte que se diferencia dos outros tipos de arte, pelo fato de ser a arte do porvir.
E, por isso não é toda a arte que engendra uma relação de forças móveis. Pois, há muita arte que se encerra em si mesma que está pronta e que, embora nos reconheçamos nela: “Ah, isso eu sei o que é”; “É como eu, como a minha vida”; é um tipo de arte que não revela nada além do instituído; daquilo que já é conhecido; um tipo de arte que se prende na fixidez da relação sujeito – objeto, da representação do mundo em códigos fixos e facilmente comunicáveis, reconhecíveis. Que faz com que se permaneça prisioneiro do já dito, do já visto e sentido, aos caminhos já dados pelas leis que não cessam de serem criadas, pela razão necessária de se induzir e determinar pontos de chegada e de partida, por meio dos quais se impõe os guias impelindo a todos à retidão moral e a dos sentidos.
A potência da arte não se reduz à reprodução ou invenção de formas, mas, em sua capacidade de captar forças. Deleuze, atenta para essa potência quando traz à tona a complexa discussão acerca da tarefa da arte que engendra a frase do artista plástico suíço Paul Klee: “não apresentar o visível, mas tornar visível” . A potência da arte se define, portanto, pela ação do artista de tornar visíveis por meio de sua obra forças que não são visíveis.
E, para que a arte torne-se capaz de captar tais forças antes invisíveis é imprescindível que esta não se submeta à representação. Assim como a não submissão às codificações de corpo também se faz necessário, pois estas fixam o corpo ao sistema corpóreo, organizado, o que diminui a potência de vida; de trasbordamento do corpo; do corpo como superfície em expansão; que rompe com as fronteiras dos órgãos. O corpo que Deleuze aponta, quando cita Antonin Artaud: “O corpo é o corpo. Ele está sozinho. E não precisa de órgãos O corpo nunca é organismo. Os organismos são inimigos do corpo” . O corpo sem órgãos se opõe ao enquadramento do corpo a um sistema corpóreo, à organização dos órgãos que se chama organismo. Para então, irromper como corpo intenso, de intensidades. “Ele é percorrido por uma onda que traça no corpo níveis ou limiares segundo as variações de sua amplitude. O corpo, portanto, não tem órgãos, mas limiares ou níveis. De modo que a sensação não é qualitativa nem qualificada: ela possui apenas uma realidade intensiva que nela não determina mais dados representativos, mas variações alotrópicas. A sensação é vibração ”.
Assim, o vídeo de Kraiser retoma o sentido nietzschiano da arte como produção de uma excitação nervosa, que delineia ondas, percorrendo níveis, opera no mundo das sensações e não da representação. Pois a arte age, produzindo sensações “(...) que é o encontro da onda com Forças que agem sobre o corpo” .
É a vida que escapa a um sistema de codificações – que se impõe com a premissa de torná-la cognoscível e comunicável universalmente -. Assim, a potência do vídeo de Kraiser está em sua capacidade de escapar às idealizações da vida e de se ancorar nos limites fixados pelo conhecimento. Afirma com isso a potência de uma vida inventiva, tornando possível deslocar os limites sobre a vida e fazendo também do pensamento algo insubmisso.
*Graduada em Ciências Sociais pela PUC-SP e pesquisadora integrante do Núcleo de Estudos em Arte, Mídia e Política (NEAMP-PUCSP).
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terça-feira, 10 de novembro de 2009
Clariceanas na Bienal de Santos
Marise Dinis, Leticia Carneiro,Rodrigo Quik,Carlos Arão, Quik Cia de Dança, trilha e concepção de Marcelo Kraiser
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Palestra Profa Cynthia Farina
Um convite: palestra 'A China é Aqui',da Profa Cynthia Farina, do Ifsul-Pelotas, na sala 2008 da Escola de Belas Artes, UFMG, quarta feira dia 30 de Outubro de2009.
sábado, 29 de agosto de 2009
IN EXTASIS
segunda-feira, 29 de junho de 2009
Como Habitar uma Paisagem Sonora
Um documentário sobre 'Como Habitar uma Paisagem Sonora',com Dudude Herrmann,trabalho com mais de 25 apresentações e que se desdobrará em 'Paisagens Alteradas', em breve.
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Vagabundagem
quinta-feira, 7 de maio de 2009
segunda-feira, 27 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Musicas de Marcelo Kraiser
Vale a pena visitar o site soundclick que hospeda os mais diversos tipos de músicas.
Minha página é http://www.soundclick.com/MarceloKraiser
Minha página é http://www.soundclick.com/MarceloKraiser
Professor Liebermann Experiment
Um antigo filme de arquivo de um certo 'Professor Liebermann' sobre relações entre fisiologia e emoções.Com trilha composta pelo músico Ucraniano Mordechai Ben Ephraim em 1956, reeditado por Marcelo Kraiser. Confira em
http://www.youtube.com/watch?v=zWWAVfSN05w
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terça-feira, 14 de abril de 2009
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Musicas de Marcelo Kraiser
Músicas e paisagens sonoras e Marcelo Kraiser e meu parceiro Mordechai Ben-Ephraim no sitio Soundclick:
www.soundclick.com/MarceloKraiser
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terça-feira, 3 de março de 2009
Ciclo de Confluências
Nos dias 26 a 29 de Março aconteceu o Ciclo de Confluências: Idéias de Imagem, com curadoria e realização de Dudude Herrmann e Izabel Stewart.
Participarão como disparadores de imagens André Lage, Marco Paulo Rolla,Paulo Azevedo e Marcelo Kraiser, além da participação de diversos artistas nos campos da imagem, dança,música,culinária.
Confira o site do evento: http://www.ciclodeconfluencias.com/
Participarão como disparadores de imagens André Lage, Marco Paulo Rolla,Paulo Azevedo e Marcelo Kraiser, além da participação de diversos artistas nos campos da imagem, dança,música,culinária.
Confira o site do evento: http://www.ciclodeconfluencias.com/
domingo, 21 de dezembro de 2008
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
pequenas navegações
Pequenas Navegações:
Pequenas Navegações – Cartas de amor
Poesia visual e grafonópticos, livro e vídeos.
A partir de argumento de Paola Rettore sobre pequenas navegações, movimentos, ou seja, correntes marítimas, rios, lagos internos e externos aos corpos, movimentos errantes, ao azar. Esse projeto iniciou-se a partir de cartas de amor escritas e lançadas dentro de garrafas no Caribe em 2004, pelos poetas Frank Baez e Paola Rettore e ganhou corpo livros de colagens de poemas, textos diversos e imagens compostos por Paola Rettore. Desembocou em um livro de poesia visual e um DVD contendo grafonópticos ( composições de textos, desenhos, imagens, sons) da autoria de Marcelo Kraiser.
A primeira edição deste trabalho, Pequenas Navegações – Cartas de Amor, consta de uma tiragem de 600 exemplares incluindo uma edição limitada de 100 exemplares assinados de caixa com objetos, livro e DVD, patrocinada pela OI através da Lei de Incentivo Fiscal da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais.
Participam como convidados de Paola Rettore e Marcelo Kraiser as dançarinas Dudude Herrmann e Izabel Stewart (Brasil) e Josie Cáceres (Equador) e os poetas Alckmar Santos e Vera Casa Nova (Brasil), Fernando Aguiar (Portugal) e Frank Baez (República Dominicana).
Sobre as Pequenas Navegações, comenta o poeta Alckmar Santos:
“No parágrafo inicial de Lady Chatterley’s lover, Lawrence fala de uma época de inauguração de ruínas, uma época trágica, dizia ele. Desde então, as ruínas não diminuíram. Só fizeram aumentar e entraram em circulação... acelerada. Decadência absoluta da cultura humana? Ora, os fragmento ou dejetos desta nossa era não indicam necessariamente nenhum apocalipse, seja geral ou privado. Longe disso! Há que se resgatar a lógica surpreendente, intuitiva, fortuita, das garrafas de náufrago. Há que se imaginar!... Aí, então, cada fragmento ou dejeto se torna parte de uma possível mensagem. Nada de coisa preestabelecida, decidida de antemão, outorgada por algo ou alguém fora da humanidade, mas uma mensagem que vamos ter de inventar, nós próprios, a partir de nossa precariedade e de nossos pedaços. Mensagens de náufragos!... A nós, então, a tarefa de inventar e projetar longos caminhos, partindo da estreiteza dos sentidos que chegam a nós. Como pedaços de mensagens, soltas ao mar em garrafas, por inúmeros náufragos, mas que tentamos ligar pela imaginação. É momento de reinventar as grandes narrativas. Este trabalho de Paola Rettore é uma maneira. Bela maneira!”
FICHA TÉCNICA
Autores
Direção Artística e Argumento: Paola Rettore
Direção dos grafonópticos: Marcelo Kraiser
Artistas convidados:
Dança e improvisação: Dudude Herrmann e Izabel Stewart
Poetas: Frank Baez, Fernando Aguiar, Vera Casa Nova.
Narração de Josie Cáceres.
Designer: Lais Freire.
Produção: De Pernas Pro Ar.
Assistente de Produção: Claudia Rossi.
Encadernação: Frente e Verso.
Cópias da primeira edição: Estúdio Contorno Áudio e Vídeo.
Impressão Rona Editora.
ISBN: 978-85908778-0-6
Pequenas Navegações – Cartas de amor
Poesia visual e grafonópticos, livro e vídeos.
A partir de argumento de Paola Rettore sobre pequenas navegações, movimentos, ou seja, correntes marítimas, rios, lagos internos e externos aos corpos, movimentos errantes, ao azar. Esse projeto iniciou-se a partir de cartas de amor escritas e lançadas dentro de garrafas no Caribe em 2004, pelos poetas Frank Baez e Paola Rettore e ganhou corpo livros de colagens de poemas, textos diversos e imagens compostos por Paola Rettore. Desembocou em um livro de poesia visual e um DVD contendo grafonópticos ( composições de textos, desenhos, imagens, sons) da autoria de Marcelo Kraiser.
A primeira edição deste trabalho, Pequenas Navegações – Cartas de Amor, consta de uma tiragem de 600 exemplares incluindo uma edição limitada de 100 exemplares assinados de caixa com objetos, livro e DVD, patrocinada pela OI através da Lei de Incentivo Fiscal da Secretaria de Estado da Cultura de Minas Gerais.
Participam como convidados de Paola Rettore e Marcelo Kraiser as dançarinas Dudude Herrmann e Izabel Stewart (Brasil) e Josie Cáceres (Equador) e os poetas Alckmar Santos e Vera Casa Nova (Brasil), Fernando Aguiar (Portugal) e Frank Baez (República Dominicana).
Sobre as Pequenas Navegações, comenta o poeta Alckmar Santos:
“No parágrafo inicial de Lady Chatterley’s lover, Lawrence fala de uma época de inauguração de ruínas, uma época trágica, dizia ele. Desde então, as ruínas não diminuíram. Só fizeram aumentar e entraram em circulação... acelerada. Decadência absoluta da cultura humana? Ora, os fragmento ou dejetos desta nossa era não indicam necessariamente nenhum apocalipse, seja geral ou privado. Longe disso! Há que se resgatar a lógica surpreendente, intuitiva, fortuita, das garrafas de náufrago. Há que se imaginar!... Aí, então, cada fragmento ou dejeto se torna parte de uma possível mensagem. Nada de coisa preestabelecida, decidida de antemão, outorgada por algo ou alguém fora da humanidade, mas uma mensagem que vamos ter de inventar, nós próprios, a partir de nossa precariedade e de nossos pedaços. Mensagens de náufragos!... A nós, então, a tarefa de inventar e projetar longos caminhos, partindo da estreiteza dos sentidos que chegam a nós. Como pedaços de mensagens, soltas ao mar em garrafas, por inúmeros náufragos, mas que tentamos ligar pela imaginação. É momento de reinventar as grandes narrativas. Este trabalho de Paola Rettore é uma maneira. Bela maneira!”
FICHA TÉCNICA
Autores
Direção Artística e Argumento: Paola Rettore
Direção dos grafonópticos: Marcelo Kraiser
Artistas convidados:
Dança e improvisação: Dudude Herrmann e Izabel Stewart
Poetas: Frank Baez, Fernando Aguiar, Vera Casa Nova.
Narração de Josie Cáceres.
Designer: Lais Freire.
Produção: De Pernas Pro Ar.
Assistente de Produção: Claudia Rossi.
Encadernação: Frente e Verso.
Cópias da primeira edição: Estúdio Contorno Áudio e Vídeo.
Impressão Rona Editora.
ISBN: 978-85908778-0-6
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Pequenas Navegações
Em breve, Pequenas Navegações!
Paola Rettore e Marcelo Kraiser
Caixa, livro, DVD
pequenasnavegacoes.blogspot.com
Paola Rettore e Marcelo Kraiser
Caixa, livro, DVD
pequenasnavegacoes.blogspot.com
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
sexta-feira, 8 de agosto de 2008
Infrainstrumentos Sonoros: LIBERACE
quinta-feira, 12 de junho de 2008
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